• Logotipo do Governo do Brasil


Palmares

Idiomas do Portal

Ferramenta de Pesquisa


Enquete

O que mais agradou no novo portal da Palmares?

Loading ... Loading ...

Nuvem de Tags


Conteúdo do Portal

Pathway


13 de Maio – Dia de reflexão para os afro-brasileiros em todo o País

sexta-feira, by admin

Foto: Joceline Gomes/FCP

Parque Quilombo dos Palmares, um símbolo da resistência negra à escravidão

Por Joceline Gomes e Suzana Varjão* 

Celebrado nacionalmente, o 13 de maio é uma data controversa do calendário de lutas do movimento negro brasileiro. O dia marca a assinatura da Lei Áurea, que determinou a libertação de todos os escravizados no País. Mas é comemorado com reservas, por não contemplar o protagonismo dos negros e das negras durante o processo que culminou na abolição formal da escravatura. 

Eventos por todo o País estimulam a discussão sobre o que a abolição representou na vida dos afro-brasileiros e os motivos para celebrá-la. O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, participará de uma vasta programação durante a semana em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, contribuindo para as discussões. 

RESISTÊNCIA – A Lei Áurea é, incontestavelmente, um marco histórico, pois impulsionou a libertação dos cerca de 800 mil negros mantidos no cativeiro no Brasil em 1888. Mas é indiscutível também que a abolição formal não resolveu questões essenciais para promover a real inclusão dos ex-cativos na sociedade brasileira – ponto das reflexões propostas pelo movimento negro. 

A resistência dos escravizados, o grande número de fugas e a construção de centenas de quilombos indicavam que o sistema escravista estava prestes a ruir muito antes de 1888. Revoltas como a dos Malês, do Queimado e dos Alfaiates demonstravam o descontentamento das diversas camadas da sociedade, sobretudo, das populares, com o regime. 

PALMARES – Uma das mais contundentes manifestações de resistência dos negros escravizados foi a criação do Quilombo dos Palmares – o maior da América Latina. Fundado pela princesa congolesa Aqualtune, mãe do lendário Ganga-Zumba, foi instalado na Serra da Barriga, no município de União dos Palmares, no estado de Alagoas. 

Criado no final de 1590, o Quilombo tornou-se um Estado autônomo, resistindo por quase cem anos aos ataques holandeses, luso-brasileiros e de bandeirantes paulistas e agregando negros e indígenas que fugiam do trabalho escravo. Em 1695, Palmares foi totalmente destruído, um ano após a morte de Zumbi dos Palmares, seu líder, no dia 20 de novembro. 

20 DE NOVEMBRO – A data é comemorada em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra, por afirmar o papel ativo dos negros e negras durante o longo e sangrento processo que resultou na emancipação desse segmento social. A data é um contraponto ao 13 de maio, no qual a simbologia dominante é a de uma princesa branca concedendo a negros escravizados, submissos e passivos o bônus da liberdade. 

O que se questiona é que a Lei Áurea não foi seguida por medidas efetivas para promover a integração social dos ex-cativos, abandonados à própria sorte. Após mais de 300 anos de sistema escravista, os quase 800 mil libertos não tinham para onde ir, o que comer, ou onde trabalhar, restando-lhes outra longa e sofrida jornada de combate à discriminação, à repressão e à miséria. 

MARCOS LEGAIS – A Lei Áurea, assinada em 1888 pela princesa Isabel, foi a primeira legislação produzida em benefício da população negra, mas demonstrou-se insuficiente na promoção dos direitos dos afrodescendentes. Somente 123 anos depois, outro marco legal foi instituído, na perspectiva de saldar a dívida histórica deixada pela escravidão e sua incipiente abolição. 

O Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288, de 20 de julho de 2010) e a mobilização do movimento negro pelas cotas raciais em universidades e concursos públicos têm contribuído significativamente para a diminuição das desigualdades ainda provenientes do período escravocrata, e têm gerado benefícios reais para a população afro-brasileira. 

Por todos esses motivos, o dia 13 de maio é uma data de reflexão, na qual devem ser discutidos os avanços e retrocessos da luta pela inclusão dos negros e negras nos espaços de cidadania desde a abolição formal do sistema escravista. Confira abaixo alguns dos marcos legais estruturados para combater o racismo e garantir os direitos dos povos descendentes de africanos escravizados no País.

____________________
*Colaborou Daiane Souza

Constituição Federal/1988

A Carta Magna registra, nos “Princípios Fundamentais” e nos “Direitos e Deveres Individuais e Coletivos”, respectivamente, o “repúdio ao terrorismo e ao racismo” e que “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”. Foi a primeira Constituição da República a estabelecer a prática como crime. 

Lei 7.716/1989 (Lei Caó)

Em vigorar há 20 anos, a Lei 7.719/1989, conhecida como Lei Caó, classifica o racismo como crime inafiançável, punível com prisão de até cinco anos e multa. Porém, a penalidade ainda é pouco aplicada. A maioria das condenações abriga o pagamento de indenizações e multas. 

Lei 12.228/2010 (Estatuto da Igualdade Racial)

Depois de tramitar por quase uma década pelas duas casas legislativas do País, o Estatuto da Igualdade Racial foi sancionado pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010, constituindo-se num marco da luta em defesa dos direitos de cerca de 90 milhões de pessoas. Com 65 artigos, é um instrumento legal que busca a correção de desigualdades históricas. 

Lei 3.708/2001 (Cotas raciais)

A lei que passou a ser aplicada no Vestibular de 2002 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) instituiu o sistema de cotas para estudantes autodeclarados negros ou pardos, reservando a este segmento um percentual de 40% das vagas das universidades estaduais do Rio. A Universidade de Brasília (âmbito federal) também adotou o sistema, e colocou o assunto no centro do debate nacional, aumentando o número de estudantes negros na rede pública de ensino superior do País. 

Fontes: Blogs do Planalto, Rede escola e Marcilio.

 Criação: Daniel Cabral


4 respostas a 13 de Maio – Dia de reflexão para os afro-brasileiros em todo o País

  1. Jose ribamar gomes - 747 dias atrás

    eu, como descendente de negros, gostaria muito de ver mas politicas publicas funcionando aqui para nossa regiao minbo, municipio de amarante, piaui. abraços para todos afro-descendendes

  2. cassiano - 747 dias atrás

    O 13 de maio é dia de reflexão, eu como descendente de escravo que trago no peito a marca da dor de meus antepassados, questiono se pode comemorar uma abolição mal acabada, apesar das leis é pouco aplicadas precisamos muito de outra abolição agora para banir de vez com o racismo a discriminação, os presidios estão lotados de negro, a matança de jovens negros, terra para os quilombolas,aplicação das ações afirmativas e o sistema de cotas trabalho para o povo negro com dignidade revisão e emendas do estatuto da igualdade racial ai sim podemos pensar em abolição da escravatura
    abraços afro

  3. emma saracho - 747 dias atrás

    comparto la filosofia del portal como miembro de palmares siento el orgullo del cimarronaje en mi piel

    zumbi vive!!!

  4. waldir moura dos santos - 747 dias atrás

    DE FUNDACAM QUILOMBO DE GUAIANASES E ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE RESISTENCIA AFRO BRASILEIRA-WALDIR;QUILOMBOLA,URBANO EM TERRAS RURAIS,SÃO PAULO;REPUDIA AÇÕES RACISTAS NA VOTAÇÃO E NO CÓDIGO FLORESTAL,FEZ PROPOSTAS,DE INCLUSÃO NO SEMÍNARIO NACIONAL SOBRE O CÓDIGO FLORESTAL,DA PERMANENCIA E PRESERVAÇÃO DE NEGROS EM TERRAS RURAIS E URBANAS DE REMANESCENTES DE QUILOMBOS-AFROS DESCENDENTES E INDIGINAS,COM ANISTIA DE IMPOSTOS,TAXAS,EMBARGOS,MULTAS PELOS PREJUIZOS E DANOS MATERIAIS,MORAIS E HISTÓRICOS,PELO PODER JUDICIÁRIOS,MINISTERIOS PÚBLICOS;QUE IMPEDEM O DESENVOLVIMENTOS SUSTENTAVEL PARA MANTER,E RESGATAR A TERRAS DEIXADAS PELOS NOSSOS ANCESTRAIS,QUILOMBOLAS E INDÍGINAS,COM OS DIREITOS A PRESERVAÇÃO PARTICULAR AMBIENTAL E O DIREITO A PROPRIEDADE E A REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA,EXEMPLO O SÍTIO PAIOLZINHO-QUILOMBO DE GUAIANASES,Á RUA RIO BAHIA N} 01 GUAIANASES,CIDADE TIRADENTES SÃO PAULO,ÁREA DE 98,9 HA.



Navegação do Rodapé


Quadra 601 Norte – SGAN – Lote L CEP: 70830-010 – Ed. ATP – Brasília/DF

2013 - Fundação Cultural Palmares


Retornar ao Topo do Portal