Dilma Rousseff reforça cooperação bilateral com Angola

Por Daiane Souza

A presidente Dilma Rousseff considerou o “renascimento angolano” um exemplo para os países africanos que lutam pelo desenvolvimento econômico e social com estabilidade política. Segundo ela, com a aprovação da nova constituição angolana conclui-se mais uma etapa do processo de consolidação e aprofundamento da democracia no país. Dilma defendeu, em sua visita a Luanda, capital de Angola, na última quinta-feira (20), a expansão do comércio bilateral entre os países.

 “O comércio bilateral apresenta tendência ascendente, embora possa ser expandido muito mais. A presença engajada de empresas brasileiras, neste país, reflete a vitalidade de nossos vínculos econômicos bilaterais”, afirmou Dilma Rousseff. O país africano foi o terceiro maior mercado para produtores brasileiros na África em 2010. A partir da parceria estratégica firmada entre os países no último ano, ambos os estados pretendem ampliar a cooperação também em áreas que, segundo a presidenta, são consideradas essenciais ao desenvolvimento: infra-estrutura, energia elétrica, agricultura e defesa.

José Eduardo dos Santos, presidente de Angola, concorda que o intercâmbio pode ser maior, bastando para tal serem definidos os mecanismos necessários. Ele crê que a cooperação pode abarcar além das já existentes, outras áreas de interesse onde considera relevantes as estabelecidas pela Organização das Nações Unidas como Metas do Milênio até 2015. Por exemplo, a erradicação da pobreza extrema e da fome, a universalização do ensino, a valorização do gênero e a redução da mortalidade infantil, seguida da melhoria da saúde materna e do combate às grandes endemias.

Apoio ao CS da ONU – O presidente da Angola, José Eduardo dos Santos, reforçou o apoio de seu país à aspiração do Brasil a membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ele afirmou que o Brasil na posição de conselheiro terá voz, não apenas como um dos países com maior estabilidade e crescimento a nível mundial, mas também como um dos que tem contribuído efetivamente para a solução de alguns dos principais problemas do mundo atual.

Referindo-se à política de boa vizinhança do Brasil em relação aos Estados Unidos e a outros países da América Latina, Santos citou uma série de exemplos que levam Angola a apoiar os intentos brasileiros. Assim sendo, o estadista angolano não tem a menor dúvida de que a presença do Brasil no Conselho de Segurança da ONU será também garantia de uma melhor cooperação Sul-Sul.

Continente africano – Em sua primeira visita ao continente africano, Dilma Rousseff visitou ainda a África do Sul, onde participou da Cúpula de Chefes de Estado e do Governo do Ibas – Índia-Brasil-África do Sul. As reuniões abordaram desde a crise econômica internacional até o agravamento na crise dos países muçulmanos. Em Moçambique, participou de homenagens ao ex-presidente Samora Machel, herói da independência moçambicana, falecido em 19 de outubro de 1986.

Dos países africanos Moçambique é o maior parceiro do Brasil na área de educação. Atualmente, 400 alunos moçambicanos estudam em universidades brasileiras, e a universidade aberta em Maputo também poderá receber estudantes brasileiros. No Palácio Presidencial da Ponta Vermelha, Dilma debateu as intenções brasileiras durante a reunião com o presidente moçambicano, Armando Guebuza.

De |outubro 21st, 2011|Notícia|Comments Off on Dilma Rousseff reforça cooperação bilateral com Angola