147 anos sem Castro Alves, o Poeta dos Escravos

Hoje completam 147 anos do falecimento de Antônio Frederico de Castro Alves. Um dos maiores poetas brasileiros, nascido em 14 de março de 1847, na fazenda Cabaceiras, próxima à vila de Curralinho, hoje cidade de Castro Alves (BA), cidade que leva o seu nome. Filho do médico Antônio José Alves, também professor da Faculdade de Medicina de Salvador, e Clélia Brasília Castro, que faleceu quando ele tinha apenas 12 anos.

No ano de 1853, aos 6 anos de idade, Castro Alves vai com sua família morar em Salvador. Estudou no colégio de Abílio César Borges, onde teve como colega, Rui Barbosa. Desde cedo, também por influência da educação dada pelo pai, que lhe apresentou o mundo da literatura, Castro Alves demonstrou vocação apaixonada pela poesia.

Aos 16 anos de idade Castro Alves foi morar em Recife e lá começou os preparatórios para se habilitar à matrícula na Academia de Direito. Depois de ser reprovado duas vezes, matriculou-se na Faculdade de Direito em 1864. Cursou o 1º ano em 1865, e teve como colega de turma, Tobias Barreto.

Castro Alves já havia conquistado seu espaço nessa época e sempre era requisitado nas sessões públicas da Faculdade e também em outros eventos como plateias de teatros. Então, logo integrado na vida literária acadêmica, cuidou mais de seus versos e de seus amores do que os estudos. Em 1866, perdeu o seu pai e pouco depois iniciou seu relacionamento com a atriz portuguesa, Eugênia Câmara, que durou cinco anos e desempenhou importante papel em sua lírica e em sua vida.

Castro Alves era conhecido por ser um poeta defensor das causas abolicionistas, apesar de ter uma vida relativamente confortável, foi capaz de compreender as dificuldades dos negros escravizados. Seus poemas sobre a escravidão eram exaltados em festas e reuniões. Manifestava sua sensibilidade escrevendo versos de protesto contra a situação que os negros eram submetidos. Esse estilo contestador o fez ganhar o vulgo de “Poeta dos Escravos”

Em 1867, quase na metade do curso de direito, Castro Alves parte com Eugênia para uma temporada na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Na Bahia, Eugênia apresentou um drama em prosa escrito por ele: O Gonzaga ou a Revolução de Minas e na passagem pelo Rio de Janeiro, conheceu Machado de Assis e outros grandes escritores.

Por volta de 1869, feriu o pé acidentalmente durante uma caçada, contudo, o ferimento agravou-se e o pé de Castro Alves teve que ser amputado. Neste mesmo ano, houve agravamento da doença pulmonar do poeta, o que o fez retornar à Bahia já com tuberculose.

Dois anos após, em 1871 o estado de saúde de Castro Alves piorou ainda mais, levando ao falecimento precoce do poeta no dia 06 de julho.

É o patrono da Cadeira nº 7 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Valentim Magalhães.

Entre suas principais obras estão Espumas Flutuantes, de 1870, Navio Negreiro (1880), Os Escravos (1883) e a peça de teatro Gonzaga ou a Revolução em Minas (1875). Em 1960 publicou-se sua Obra Completa, enriquecida de peças que não figuram nas Obras Completas de Castro Alves, editadas em 1921.

Acesse aqui e escute a poesia O Navio Negreiro, uma das mais famosas de Castro Alves, na voz do ator Paulo Autran.

Fonte:
https://goo.gl/vqhThr
http://goo.gl/sHiOl
http://goo.gl/IcgQ2G
http://goo.gl/giXGc

De |julho 6th, 2016|Notícia|Comments Off on 147 anos sem Castro Alves, o Poeta dos Escravos