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Musical Cartola emociona público de Maceió

sexta-feira, by Ascom

Foram um sucesso as apresentações do musical “Cartola, o Mundo é um Moinho”, nos dias 6 (quinta-feira) e 7 (sexta-feira), no Teatro Gustavo Leite, em Maceió. O público da capital alagoana prestigiou e se emocionou com o espetáculo sobre a vida do cantor e compositor, um dos maiores ícones da música popular brasileira. A peça é apoiada pela Fundação Cultural Palmares e pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

Com direção de Roberto Lage, idealização de Jô Santana, dramaturgia de Artur Xexéo, pesquisa de Nilcemar Nogueira, coreografia de Alex Morenno e direção musical de Rildo Hora, Cartola, O Mundo é um Moinho tem como protagonista Flávio Bauraqui, que revive o famoso sambista carioca. Virgínia Rosa interpreta Dona Zica, mulher de Cartola. Além deles, participam os atores Hugo Germano, Adriana Lessa, Silvestty Montilla, Augusto Pompeo, Eduardo Silva, Renata Vilela, Ivan de Almeida, Larissa Noel, Lu Fogaça, Andrea Cavalheiro, Grazzi Brasil, Flávia Saolli, Paulo Américo, Gabriel Vicente, Rodrigo Fernando e André Muato.

A Fundação Cultural Palmares convidou para a apresentação várias comunidades quilombolas, grupos culturais, associações de catadores de lixo, jovens de periferia e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Um público, que em sua maioria, nunca tinha ido ao teatro, e ficou maravilhado com o que assistiu. Na visão dessas pessoas, não era só um musical, mas uma peça com atores eram negros. Os próprios negros estavam contando a sua história e retratando situações semelhantes às dos presentes.

“Essa plateia que colocamos ali deu um diferencial à peça, pois aconteceu uma identificação. Os atores não aparecem como subalternos e sim como protagonistas, contando a história de um outro negro, do seu irmão, do seu igual. Dessa vez, estamos narrando nossa própria história e o nosso povo vê isso”, afirmou Márcia Uchôa, diretora do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da Fundação Cultural Palmares (DEP).

Ao final da apresentação, os convidados especiais nos dois dias pela Fundação Palmares receberam uma homenagem, com uma salva de palmas, o que contagiou, com muita emoção, público e artistas. “Foi maravilhoso o espetáculo, fantástico. Eu me senti ali no palco”, conta uma moça que se identificou apenas como Aparecida, convidada especial do CAPS Casa Verde.

“Estou muito feliz pela oportunidade e pela experiência que tive hoje neste teatro, onde as pessoas que estavam lá eram muito especiais. Essa vivência representou algo muito significativo para a gente. Agradeço por essa oportunidade. A cultura agradece, Cartola agradece e nós negros agradecemos muito”, destacou Flávio Bauraqui.

Nascido Angenor de Oliveira, no Rio de Janeiro, no dia 11 de outubro de 1908, Cartola criou belas canções como O Sol Nascerá, Alvorada, O Mundo é um Moinho, As Rosas não Falam e Preciso me Encontrar. Também foi um dos fundadores da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, em 1928. Morto em 1980, deixou como herança uma das mais significativas obras da cultura brasileira.


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