Tincoãs fizeram sucesso com releitura dos sons afro

Em atividade entre as décadas de 60 e 2000, Os Tincoãs conquistaram o Brasil com a beleza de suas vozes. Graças a um patrocínio da Natura, foi possível recentemente o projeto Nós Os Tincoãs, que incluiu uma biografia, um show de reencontro e a reedição de três álbuns: Os Tincoãs (1973), O Africanto dos Tincoãs (1975) e Os Tincoãs (1977). Entre os autores do livro estão Mateus Aleluia, um dos integrantes da trupe.

Os Tincoãs surgiram na cidade de Cachoeira, na região do Recôncavo Baiano, em 1960. O conjunto era formado inicialmente por Erivaldo, Heraldo e Dadinho. O trio se inspirou no nome de uma ave, o tincoã, para batizar a empreitada. Os rapazes começaram a carreira se apresentando no programa Escada para o Sucesso, da TV Itapoã. Em 1963, com a saída de Erivaldo, o grupo passou a contar com Mateus Aleluia.

O primeiro disco, homônimo, foi lançado em 1973. Os Tincoãs criavam suas canções a partir de temas dos terreiros de candomblé e se valiam de uma instrumentação com violão, atabaque, agogô e cabaça. A maioria das composições traziam assinatura de Mateus e Dadinho. Em 1975, o grupo gravou a faixa Banzo, incorporada à trilha sonora da novela global Escrava Isaura. Pouco depois, Heraldo morreu. Foi substituído por Morais, que permaneceu pouco tempo e deu lugar a Badu.

Além do sucesso no Brasil, Os Tincoãs excursionaram e gravaram em algumas ocasiões em países da África. Em 1984, Badu deixou o grupo, que ficou sob responsabilidade de Mateus e Dadinho. A trajetória de Os Tincoãs chegou ao fim em 2000, com a morte de Dadinho. Sua influência na música popular brasileira, entretanto, permanece.

 

 

 

 

 

 

De |fevereiro 6th, 2018|Banner, Notícia, Sem categoria|Comments Off on Tincoãs fizeram sucesso com releitura dos sons afro