Palmares Indica

Palmares Indica

Nós estamos constantemente produzindo coisas boas e muitas vezes não chega ao conhecimento de muitos, muitas vezes não há um espaço na mídia. Devido isso a FCP vai fazer indicações semanais de livros, filmes, músicas e outras obras artísticas produzidas por artistas negros, que tenha a temática racial ou artistas negros como protagonistas. Acompanhe as indicações dessa semana:

 

Livro Atlântico Negro: Modernidade e dupla consciência

O livro Atlântico Negro, do sociólogo Paul Gilroy, defende a tese da necessidade de se pensar sobre uma cultura negra desenvolvida dos dois lados do Atlântico.  O autor tem como razão primordial, ver “os negros percebidos como agentes, como pessoas com capacidades cognitivas e mesmo com uma história intelectual — atributos negados pelo racismo moderno.” Entretanto, percebe-se no livro duas outras aspirações principais: repudiar as noções de pureza racial que ainda circulam dentro dos movimentos políticos negros e propor alternativas ao que o autor chama de “cláusulas das categorias com as quais conduzimos nossas vidas políticas”.

 

 

 

 

 

 

 

 

Música: Black Alien – Abaixo de Zero: Hello Hell

O terceiro álbum de Black Alien apresenta nove faixas e marca o retorno do rapper a cena musical após o renomado e criativo álbum Babylon By Gus Volume 1- O ano do macaco. O rapper niteroiense transformou todas as dores em superação e rimas e se uniu ao produtor Papatinho para mostrar porque é um dos principais nomes do Rap Nacional.

A sonoridade do novo álbum apresenta, além das rimas clássicas nuances de jazz, soul e blues, além da característica única de Black Alien de misturar as palavras em inglês e em português.

O disco está disponível nas plataformas digitais e a turnê está marcada para o dia 18 de maio, na Virada Cultural em São Paulo.

Ouça Black Alien: ‘Abaixo de Zero: Hello Hell’ AQUI

 

 

 

 

 

Evento – Grupo Rosas Periféricas 

O Grupo Rosas Periféricas, atuante na zona leste paulistana, comemora 10 anos com o espetáculo Ladeira das Crianças Teatro Funk.

A apresentação é encenada ao ar livre e tem montagem e direção coletiva do grupo a partir da adaptação dos livros ‘‘O Pote Mágico’’ e ‘’Amanhecer Esmeralda’’ do autor paulistano Ferréz, renomado na literatura marginal periférica.

O enredo conta a história das crianças que vivem na “Ladeira da Alegria” uma periferia onde sonhos, brincadeiras e desejos são revelados. A adaptação do livro O Pote Mágico traz a história de um menino paulistano que imagina a possibilidade de encontrar um pote mágico que transformaria sua vida. De Amanhecer Esmeralda vem a história da menina Amanhã, que ao ganhar um presente especial passa a ter uma percepção diferente dela e do mundo.

Todo o espetáculo é embalado pelo ritmo funk com passinhos e rimas. Além disso, o espetáculo é recheado de memórias pessoais dos integrantes do Rosas Periféricas.

Todas as sessões serão gratuitas e acontecem entre 20 de abril e 18 maio, às 17h, com sessões na Praça Osvaldo Luiz da Silveira, no Parque São Rafael, na Casa de Cultura Municipal São Rafael e no Parque Santo Dias no Capão Redondo.

Acompanhe o evento AQUI

 

Filmes: Black Earth Rising

A série Black Earth Rising retrata como o genocídio de Ruanda começou, quais os interesses envolvidos por trás, o papel dos colonizadores e do mundo na matança e a reconstrução do país.  

A história é centrada em Kate Ashby (Michaela Coel), uma jovem investigadora que nasceu em Ruanda e mora em Londres e que foi salva do genocídio pela mãe adotiva, Eve (Harriet Walter), uma renomada advogada especialista em direitos humanos. Ela tenta confrontar o passado, do qual tem apenas vagas lembranças. Kate tem a ajuda de Michael Ennis (John Goodman) e embarca numa trama entre França, Inglaterra e Ruanda.

A série critica a postura da Bélgica que, na época da colonização, incentivou a rivalidade entre hutus e tutsis, povos africanos que habitam, sobretudo, Ruanda e Burundi. Enquanto os tutsis faziam parte de uma elite econômica e intelectualmente privilegiada, os hutus, a maioria dos moradores do país eram agricultores com pouca instrução. A história se inverte com a independência, em 1962, quando os hutus assumem o poder e começam as perseguições aos tutsis até o ápice do horror, de abril a julho de 1994, quando aproximadamente 800 mil tutsis e hutus  foram assassinados no país.

Black Earth Rising é composta por cenas chocantes em animação em preto e branco e sem perder a dramaticidade; é visível a importância de chamar a atenção para o massacre de Ruanda, que completa 25 anos neste ano, e que, assim como na época, parece esquecido pelo resto do mundo.

A série está disponível na plataforma streaming Netflix.

De |abril 18th, 2019|Banner, Notícia|Comments Off on Palmares Indica