Inclusão UFPA

A  UFPA Coloca em Pratica o Mecanismos de Inclusão de Jovens Quilombolas, Indígenas e Pertencentes a Populações Tradicionais. 

Visando a diminuição da evasão e a efetiva inclusão de estudantes quilombolas, indígenas e outros grupos pertencentes a populações tradicionais, a Universidade Federal do Pará (UFPA) vem desenvolvendo, desde 2016, mecanismos que auxiliam na permanência e na integração dos estudantes na instituição, possibilitando, desta forma, a efetividade das políticas afirmativas de acesso e permanência nos espaços universitários.

Desde 2016, a Universidade e os jovens de comunidades tradicionais dispõem de um espaço, o Pavilhão da Inclusão, uma conquista dos estudantes, que utilizam o espaço como estratégia de inserção, fortalecimento, representatividade e união dentro dos espaços da universidade, considerando que em muitas comunidades tradicionais é marcante o senso de cooperação, colaboração e unidade dos integrantes. Desta forma, também, estes espaços consistem em instrumentos de adaptação, considerando que em diversos casos, este é o primeiro momento dos estudantes fora das suas comunidades

Em abril do corrente ano, foram disponibilizadas 287 vagas em vários cursos para processo seletivo voltado para indígenas, quilombolas, seringueiros, assentados e ribeirinhos da região. E, para, garantir a permanência dos estudantes, a Universidade lançou o edital 03/2019 que oferta 250 vagas para a concessão de auxilio moradia, viabilizando a permanência dos jovens que se encontram em situação de instabilidade financeira e impossibilitados de custear a moradia fora de suas comunidades. Além do auxílio moradia, os alunos também são contemplados com o programa da bolsa permanência do Ministério da Educação. 

No ano de 2017, a Universidade teve o primeiro formando do curso de Direito pertencente a uma comunidade indígena, o estudante Alan Tembé, da etnia Tembé, que ao se graduar, passou a ser referência para outros alunos indígenas da Universidade. Já em 2019, a UFPA foi protagonista de mais um grande episódio: Cleyce Anambé, se consagrou como a primeira mulher indígena, cotista, a concluir o curso de Direito na Universidade. “Foi uma vitória, depois de tantas dificuldades enfrentadas durante a graduação, finalmente, consegui”, disse Cleyce.

Chegar na Universidade, sobretudo para estudantes de comunidades tradicionais, é uma luta, no entanto, manter-se nela também é tarefa difícil e estas conquistas são fruto da resistência e da organização composta por esse povo.