Palmares Indica

Sexta-feira é dia de saber o que tá acontecendo por aí. Então segue a nossa lista da semana do #PalmaresIndica

Serie/Filme: 12 anos de Escravidão

O filme, baseado em fatos reais, conta a história de Solomon Nortshup um homem negro livre que foi sequestrado e escravizado, em 1841. De acordo com a narrativa, Northsup vivia em Nova York com a esposa e os dois filhos e trabalhava como músico violinista. Após uma oferta de emprego em Washington, ele descobre que foi sequestrado, passando a viver numa senzala e a trabalhar em plantações para um rico fazendeiro.

O filme 12 anos de Escravidão recebeu nove indicações ao oscar e foi vencedor do Globo de Ouro, na categoria melhor filme.

 

 

Musica: Mc Soffia

Soffia Gomes da Rocha, conhecida como Mc Soffia, de apenas 15 anos já é conhecida no meio do rap nacional. A rapper nasceu na periferia da grande São Paulo e com sete anos já cantava suas primeiras rimas. Sua carreira foi se desenvolvendo através de oficinas de hip hop e, aos 11 anos, lançou seu primeiro hit “Menina pretinha” com 2 milhões de visualizações na plataforma Youtube. Internacionalmente conhecida, a jovem se apresentou na abertura das Olimpíadas do Rio em 2016.

Mc Soffia divide sua vida entre a música e os estudos e em seus versos contextualiza sobre o racismo, autoaceitação e empoderamento das crianças negras.

Confira as músicas da Mc Soffia aqui

 

 

 

 

Exposição: Modernismo Afro-brasileiro Villa Ritinha

A Casa Cultural Villa Ritinha apresenta as obras da pintora baiana Sil Karla, com esculturas do artista Diogum Oliveira e que estarão disponíveis para visitação até junho deste ano.

As obras da artista plástica Sil carregam características inspiradas num dos maiores representantes do surrealismo, o pintor espanhol Joan Miró. Além da mesclagem com a cultura afro-brasileira, o escultor Diogum desenvolveu esculturas de ferro baseadas nestas obras.

Onde: Casa Cultural Villa Ritinha (Rua da Soledade, 35) Abertura: hoje, às 20h – Recife

Visitação: até junho, sempre de terça a sábado, das 15h às 20h Quanto: entrada gratuita

 

 

 

 

 

Literatura: O crime do Cais do Valongo

 O crime do Cais do Valongo (ed. Malê, 202 p.) é o segundo romance da escritora Eliana Alves Cruz, autora do premiado Água de barrela (falaremos dele em outro Palmares Indica). É uma trama policial e histórica. A história tem como cenário a região do Valongo, no Rio de Janeiro, nos tempos de D. João VI, quando o corpo de um próspero e controverso comerciante da região, Bernardo Lourenço Vianna, foi encontrado.  A suspeita inicial recai sobre os seus três escravizados.

O Cais do Valongo, construído em 1811, foi lugar de desembarque de aproximadamente 500 mil escravizados. O Valongo ficava afastado da cidade e, as centenas de negros que ali morriam, no desembarque, eram enterrados no Cemitério dos Pretos Novos, nas proximidades do cais.

A narrativa se constrói entre a História e a ficção, a partir das vozes de dois personagens, o livreiro mestiço Nuno Alcântara Moutinho e da moçambicana escravizada Muana Lomué. Tendo como pano de fundo o assassinato do comerciante, o leitor é levado, pelos dois narradores, a conhecer os horrores da escravidão, do comércio de pessoas, mas também a reconstrução de identidades dos escravizados (mandingas, bijagós, achantis, fons, quetos, hauçás, ibos, ovimbundos, mestiços, negros nascidos no Brasil) pelas ruas do Rio de Janeiro.

O crime do Cais do Valongo é um romance, mas também uma forma de recontar a história, trazendo e dando voz a outros personagens, a outras formas de vivenciar a sociedade. É um livro escrito por uma autora negra, com protagonistas negros e contado a partir da perspectiva destes.

 

 

 

 

 

 

De |maio 3rd, 2019|Banner, Notícia|Comments Off on Palmares Indica