Palmares Indica

Filme: Timbuktu

 O filme é inspirado na história real de Timbuktu, no Mali,  cidade Património Mundial da UNESCO desde 1988. De pequena povoação perdida no deserto do Sara, o lugar transformou-se, ao longo dos séculos, em capital intelectual e espiritual de África, um oásis no deserto que foi despertando a atenção do mundo. Em 2012, a cidade é ocupada por um grupo islâmico liderado por Iyad Ag Ghaly. O medo e a incerteza apoderam-se daquele lugar. Por ordem dos fundamentalistas religiosos, a música, o riso, os cigarros e o futebol são banidos. As mulheres são obrigadas a usar véu e a mostrar submissão total. A cada dia surgem novas leis para serem cumpridas e a vida de cada um dos habitantes vai sendo modificada tragicamente. Não muito longe dali vive Kidane com a mulher Satima, a filha Toya e Issan, um jovem pastor de 12 anos. A existência desta família, até agora tranquila, vai alterar-se abruptamente quando Kidane é acusado de um crime

Fonte: https://bit.ly/2QmDyB9

 

 

Livro: Síntese da Coleção: História Geral da África: Pré-história ao século XVI.

 

Pouco se sabe da história das sociedades africanas, seja no Brasil ou em outras partes do mundo. As sociedades africanas eram vistas como sociedades que não tinham história. A cultura era inferiorizada, as línguas étnicas chamadas de dialetos, as religiões perseguidas. Tudo isso porque o mundo não conhecia as particularidades deste continente.

Os povos africanos, de norte a sul do continente, são criadores de culturas originais, impérios, riquezas arquitetônicas. Impérios floresceram no Egito, na Núbia (Sudão), em Gana, na Etiópia, no Zimbábue, seja na antiguidade, seja durante a idade média, mas todos, anteriores ao domínio europeu. Havia uma África, culturas e línguas africanas antes da chegada dos europeus, nos séculos XV e XIX.

Nesse sentido, a Síntese da coleção História Geral da África, em seu primeiro volume, traz luz à história da África, tão negligenciada e por isso, marcada por racismo e preconceitos externos.

Síntese da coleção História Geral da África: Pré-história ao século XVI.

Coordenação: Valter Roberto Silvério

Brasília, UNESCO, MEC, UFSCar, 2013.

 

 

 

Evento: Semana da África

Com o objetivo de aumentar a visibilidade das culturas africanas, a Universidade de Brasília promoveu uma semana de eventos em homenagem ao continente africano. A programação variada incluiu  artesanato, música, danças, palestras e pratos típicos no restaurante universitário.

O evento na universidade, ocorrido entre os dias 20 e 25 de maio,  promovido pelas Delegações Africanas em parceria com a Unesco e pela Associação dos Estudantes Africanos da UnB, em sua terceira edição, teve como tema “A África além do imaginário eurocêntrico”.

Este ano também contou com uma campanha de fotos inéditas intitulada de

“Desconstruindo os preconceitos contra africanos” que consiste em fotos de alunos com placas como: “sou africana e muçulmana, mas não terrorista e macumbeira”. Essa campanha teve o intuito de desmistificar os preconceitos atribuídos aos africanos.

Confira a programação AQUI

 

 

Música: Fatoumata Diawara

 A atriz, cantora, compositora e guitarrista Fatoumata Diawara, natural da Costa do Marfim, se tornou uma das melhores e mais geniais artistas da francofonia. O seu álbum de estreia, intitulado de “Fatou” foi lançado há sete anos e é um marco na história da artista que combinou o ritmo Wassoulou africano com jazz e blues.

Diawara também é conhecida como defensora dos direitos das mulheres e, como atriz,seu trabalho incluiu a participação em doze longas metragens e no filme indicado ao Oscar “Timbuktu”.

O álbum “Fenfo” que significa “algo a dizer” lançado em 2018, um dos últimos álbuns solos da cantora, explora bem uma variedade de elementos como modernidade e tradição, além de ser gravado entre o Mali, Burkina Faso, Barcelona e Paris.A sonoridade carrega o afro-pop cool e melódico e pinceladas suaves do blues e funk.

Confira AQUI as músicas da Fatou Diawara.

 

 

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