Comissão de Ética da Presidência visita FCP

A Fundação Cultural Palmares (FCP) recebeu nesta quarta-feira (26) representantes da Comissão de Ética Pública da Presidência da República. Elogiada por sua atuação e comprometimento, a Comissão de Ética da FCP foi convidada a participar do Seminário Internacional de Ética Pública, um curso anual direcionado a integrantes do sistema de gestão da ética nos órgãos federais.

No Seminário ocorre o Concurso de Boas Práticas do qual a FCP foi recomendada a participar. Segundo Ana Maria Melo, da Secretaria-Executiva da Comissão de Ética da Presidência, a boa prática é o termo de conhecimento da legislação que a Comissão de Ética elaborou e que é colocada em prática pelos gestores a partir do momento em que assumem seus respectivos órgãos.

Uma atuação em que a FCP é pioneira é a entrega do Código de Ética para os dirigentes que passam a integrar o órgão para que tenham ciência de seus direitos e obrigações. “Isso é uma coisa boa, pois no momento que você conhece passa a respeitar, vê os seus direitos resguardados e sabe o papel de cada um na hierarquia”, afirmou Conceição Barbosa, presidente da Comissão de Ética da FCP.

O presidente da FCP, Vanderlei Lourenço, afirmou que há grande empenho para que reine a tranquilidade dentro da instituição. “Todos passamos mais tempo no ambiente de trabalho do que em casa, razão pela qual devemos zelar pelo espaço de cada um e pelo relacionamento saudável entre todos”, disse. “A recepção feita pela Fundação Palmares a autoridades é um modelo de atenção que é visto com bons olhos e que poderia ser replicado em outras organizações”, afirmou Ana. 

Responsabilidade e respeito – Desde 1994 cada órgão ou entidade que exerce atribuições delegadas pelo poder público deve ter uma Comissão de Ética, conforme o Decreto 1.171, com o objetivo de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor e no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público. Outro quesito pelo qual a FCP foi elogiada foi a estruturação de um espaço adequado ao recebimento de demandas e orientações.

Para Conceição as comissões são medidas importantes no sentido de garantir a prevenção de conflitos, por exemplo, entre áreas e setores de um mesmo órgão. De acordo com ela, é necessário desmitificar o trabalho dessas comissões. “As pessoas pensam que elas só servem para julgar os processos de assédios moral, sexual e de conflitos de interesses, quando têm atuação fundamental para impedir que esses processos ocorram”, explica.

A FCP criou uma sala para que as pessoas sejam atendidas sem sentirem-se expostas. Nela, a Comissão tem privacidade para atender as pessoas que o procuram e para realizar com tranquilidade os procedimentos pertinentes ao trabalho. “Um espaço onde todos podem ser tratados com a dignidade que merecem”, encerrou Lourenço.