Afrolatinas terá apoio da Palmares para o 13º Festival Latinidades

A Fundação Cultural Palmares (FCP) apoiará o Afrolatinas, instituto de mulheres negras da América Latina, na realização da 13ª edição do Festival Latinidades que acontecerá no período entre 22 de 26 de julho de 2020. Para alinhar a participação da entidade no Festival, Jaqueline Fernandes, coordenadora-geral do evento, foi recebida na última quarta-feira (08) pelo presidente substituto da FCP, Sionei Leão.

Durante a reunião Katia Cilene Martins, coordenadora-geral do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC/FCP), Clovis André Silva da Silva, diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira (DEP/FCP), Lorena Marques, coordenadora substituta de Estudos e Pesquisas da FCP e Lúcia Helena Martins, coordenadora de Promoção da Cultura Afro-brasileira da FCP, falaram sobre a importância do Festival para a população negra. “É uma parceria que dá voz à mulher negra em todos os segmentos nos quais ela se propõe a estar”, afirma Katia.

De acordo com Jaqueline trata-se de parceria que merece ser resgatada, pois é resultado de uma relação antiga entre instituições de empoderamento da cultura negra e que já trabalharam juntas em outras edições. O 13º Festival executará atividades em três localidades do país que em breve serão divulgadas.

Festival Latinidades – Criado em 2008 se consolidou como o maior festival de mulheres negras da América Latina. O projeto tem sido uma plataforma de impulsionamento de trajetórias dessas mulheres nos mais diversos campos de atuação. Única do gênero, a iniciativa pauta fortalecimento de identidades, formação técnica e política, empreendedorismo, arte, cultura, comunicação, geração de emprego e renda e estímulo à tecnologia e à pesquisa científica.

A concentração de atividades ocorre na semana de 25 de julho, data que se estabeleceu como o Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha desde de 1992, quando foi realizado o I Encontro de Mulheres Negras da América Latina e Caribe, na República Dominicana. No Brasil, no dia 02 de junho de 2014, foi sancionada a Lei que institui o Dia da Mulher Negra, em homenagem à grande líder quilombola Tereza de Bengela – fruto de intensa mobilização, na qual o projeto Latinidades teve grande participação.

Segundo o Afrolatinas, as mulheres negras na América Latina e Caribe corresponde a mais de 80 milhões. “O nosso legado para a humanidade é inquestionável, enquanto sujeitas históricas, com produção de memória e patrimônio científico, artístico, material e imaterial incomparáveis”, afirma o coletivo em sua página oficial: afrolatinas.com.br

Ainda segundo a instituição o Festival é, ao mesmo tempo, uma vitrine e um trabalho continuado de formação para mulheres negras. Em doze anos, atingiu mais de 300.000 pessoas como público direto, realizou mais de 200 formativas, mais de 200 apresentações artísticas, quatro publicações e oito milhões de valoração de mídia (sendo a maior parte mídia espontânea).