Destaque como mulher negra na política brasileira, Jurema da Silva Batista começou sua carreira como presidente da Associação de Moradores do Andaraí, em 1979. Formada em Português e Literatura pela Universidade Santa Úrsula, participou da criação do Partido dos Trabalhadores, no Rio de Janeiro, no início da década de 80. Em 2002, foi eleita deputada estadual e durante seu mandato na Assembléia Legislativa (Alerj), presidiu a Comissão de Combate à Discriminação de Etnia, Religião e Procedência Nacional.

Em 2005 foi uma das 1000 mulheres do mundo indicadas para ganhar o Nobel da Paz. Em 2007 foi convidada para presidir a Fundação para a Infância e Juventude (FIA) do governo do estado. Atualmente exerce o cargo de Gerente de Segurança Alimentar na Secretaria de Assistência Social, da qual é funcionária de carreira. É membro do Movimento Negro Unificado, onde exerce o cargo de coordenadora de formação política.

Entre seus projetos mais importantes estão a garantia da gratuidade do teste de DNA para famílias pobres, o projeto de lei que cria o Dia de Lembrança do Holocausto, o programa que mantém a Feira de Tradições Nordestinas em São Cristóvão e o projeto Rio Charme que permite a permanência do baile charme no Viaduto de Madureira. É autora da lei que garante 40% de negros na propaganda oficial do município, bem como, autora do Diploma Zumbi dos Palmares na Alerj e do Disque Discriminação na mesma casa de Lei.