Informe Palmares - Número 12 - Ano 2 - 16 a 31 de Março de 2007
Negros cristãos se únem para combater o racismo dentro das igrejas
Por Oscar Henrique Cardoso
Brasília - Você sabe quantos negros e negras são adeptos ao cristianismo protestante no Brasil? Se você pensou que o número é pequeno, pode se enganar. Hoje, de acordo com o Conselho Nacional de Negras e Negros Cristãos (CNNC) 15 milhões de afrodescendentes são evangélicos e são "membros" de igrejas de denominações cristãs espalhadas por todo o território nacional. Mesmo com tamanha participação no universo cristão, esses mesmos cidadãos sofrem com a discriminação racial.
O diretor do CNNC confirma que a prática do racismo dentro das igrejas evangélicas é freqüente. Historiador e teólogo, Walter Passos lembra que tais práticas ocorrem em momentos de evangelização, quando ainda é trasmitida aos fiéis a "demonização" do continente africano. "Nossas tradições passam a ser invisíveis nas comunidades cristãs e nossa cultura e tradição não é reconhecida", detalha Walter, lembrando que os pastores brancos são responsáveis pelas ações discriminatórias. "Esses episódios são bastante comuns em igrejas petencostais e neo-petencostais. O que vemos realmente é uma manipulação de informações", enfatiza o dirigente.
Por outro lado, Walter lembra que os "negros cristãos" também são invisíveis ao Movimento Negro e às instituições públicas. "Não somos atendidos em nossas reivindicações e para isso precisamos nos unir e debater alternativas para minimizar a desigualdade racial, que também existe dentro das igrejas". Com este propósito, o Conselho Nacional de Negras e Negros Cristãos irá realizar, de 28 a 30 de abril próximo, em Salvador, o Primeiro Encontro Nacional de Negras e Negros Cristãos. Com o tema "REDESCOBRINDO A ANCESTRALIDADE: CRISTIANISMO DE MATRIZ AFRICANA", o evento será sediado na Fundação Dois de Julho e os interessados em participar da plenária podem buscar informações enviando e-mail para a entidade, no endereço eletrônico cristaosnegros@yahoo.com.br. O Conselho também tem um site: www.negroscristaos.com
A previsão, de acordo com o dirigente do CNNC, é de reunir 200 representantes de igrejas evangélicas de todo o Brasil. Hoje o Conselho tem núcleos constituídos no Rio de Janeiro, Bahia, Alagoas, São Paulo, Pernambuco e Ceará. O Conselho mantém um fórum de discussões (você pode participar, incluindo seu contato no e-mail divulgado no parágrafo acima) e realiza nestes estados eventos e reuniões, para conscientizar adeptos negros a se mobilizar para combater a discriminação.
Perguntado sobre o porquê de realizar o encontro na Bahia, Walter destaca que a opção por realizar a plenária na capital baiana já havia sido decidida no ano passado. Ao comentar sobre episódios de intolerância religiosa entre protestantes e seguidores de religiões de matriz africana, o líder explica que os negros cristãos não apóiam nenhum tipo de segregação e desrespeito aos seguidores das religiões afro. "Quem promove a intolerância são as lideranças brancas. Nós não discriminamos porque também nos sentimos excluídos dentro de nossas igrejas. Muitas vezes, somos chamados de traidores por outros negros, mas na verdade o que queremos é também mostrar que o cristianismo na sua essência tem também matriz africana", conclui.
SAIBA MAIS
Sobre o CNNC:
Somos um grupo de pretas e pretos cristãos que acredita em Yeshua e fazemos parte de diversas denominações evangélicas, as quais são denominadas históricas, pentecostais e neopentencostais. O nosso objetivo através deste site é proporcionar informação sobre diversos temas relacionados aos lugares onde estão inseridos os descendentes de africanos evangélicos, sabendo que a situação de discriminação racial ainda persiste dentro das igrejas, as quais copiam as estruturas da sociedade. Procuramos ter uma visão pan-africanista de solidariedade entre todos os pretos e pretas do planeta, respeitando a diversidade existente na África e na diáspora. A concepção pan-africanista tem demonstrado que é um caminho seguro de respeito e reencontro, possibilitando trocas e especialmente propostas de auto-gestão. O CNNC - CONSELHO NACIONAL DE NEGRAS E NEGROS CRISTÃOS é a primeira organização cristã pan-africanista do Brasil, sem vínculo com nenhuma denominação evangélica, tendo como proposta atuar em todo o território brasileiro, estando neste primeiro momento realizando encontros nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia e, futuramente, expandindo-se a outros estados.
Jovens buscam FCP em Festival Nacional da Juventude Rural
Por Marília Matias de Oliveira
Brasília - Muitos jovens puderam conhecer mais sobre a Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) no 1º Festival Nacional da Juventude Rural, em Brasília. Organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), o encontro aconteceu na última semana de março, no ginásio Nilson Nelson. A presença da FCP no estande do MinC, no dia 28, atraiu principalmente jovens quilombolas, que buscavam materiais, informações e esclarecimentos sobre o trabalho da Fundação.
Cerca de cinco mil jovens do campo participaram do encontro, que se voltou para educação, cultura e esporte nas áreas rurais. O evento começou na segunda-feira (26) com a divulgação da Carta da Juventude, onde estão as reivindicações elaboradas pelos jovens durante os festivais estaduais. No Festival Nacional, jovens puderam participar das plenárias de discussão, de oficinas voltadas à arte, comunicação e educação, e de campeonatos esportivos.
O quilombola Willy Miranda, 19, foi o primeiro a procurar a Fundação Cultural Palmares no encontro. Willy é da comunidade de Curiaú, localizada no município de Macapá/AP. Ele queria receber alguns CDs produzidos pela FCP para colocar no programa de rádio que faz na comunidade. O jovem terminou o segundo grau, mas ainda não entrou na faculdade de Publicidade e Propaganda como queria. "Onde eu moro, a universidade federal não tem o curso e a faculdade particular é muito cara", explica.
Mas a dificuldade financeira para fazer o curso não foi limitação ao desenvolvimento profissional de Willy. Ele aprendeu sozinho a mexer em programas utilizados para a produção de peças publicitárias, como o Photoshop e o Corel Draw e já fez cartazes para eventos da comunidade. Na rádio comunitária, Willy faz um programa chamado Quilombo e Periferias. "Nós passamos informações sobre o que está acontecendo na comunidade, músicas da nossa cultura, notícias regionais, nacionais e até internacionais", conta ele.
Willy e outros jovens da comunidade têm a intenção de criar o Afro Mídia, para produzirem materiais de divulgação. Além disso, Willy organizou no Amapá o Encontro Estadual da Juventude Negra. O evento é uma preparação para o Encontro Nacional da Juventude Negra, promovido pela Rede Afro Jovem, que acontecerá em julho deste ano, em Salvador/BA.
Willy disse que estava aproveitando muito o festival. "Com certeza dá pra levar muita coisa, porque no Amapá tudo existe sempre em menor quantidade, e o nosso papel é levar", observou ele. O jovem falou que, uma das propostas, é pedir maior apoio do governo para os artistas locais, que sempre são desvalorizados perante os artistas que vêm de fora.
Os técnicos da FCP distribuíram algumas publicações apoiadas pela Fundação para os jovens que visitavam o estande. Eles buscavam principalmente materiais para levar às suas comunidades e informações sobre os trabalhos da FCP. Na quinta-feira (29), o encontro foi encerrado com uma caminhada dos jovens na Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional, onde entregaram aos presidentes da Câmara e do Senado, uma carta de reivindicações.
Salvador - Nesta semana, Salvador premiou algumas das mulheres negras que fazem história dentro de suas comunidades e da própria sociedade brasileira, destacando-se na luta pela sobrevivência e contra o preconceito. Assim foi a 2ª edição do Seminário Mulheres de Ontem, Hoje e Sempre, que teve palestras, lançamento de livro e muita exaltação às mulheres negras brasileiras. Em seu segundo ano, o projeto tem sempre por finalidade promover temas nos quais se destaquem as ações e conquistas das mulheres negras e indígenas para a sociedade brasileira.
Com o tema - A mulher e suas conquistas históricas - as professoras Vilma Reis e Leliana de Souza abriram o Seminário e mais do que elogiaram, exaltaram dezenas de mulheres que nunca se cansaram de lutar por espaço e conquistas. Dentre as várias personalidades citadas, vale destacar Pagú, Nísia Floresta, Lélia Gonzalez e Luíza Bairros. Mulheres do passado e presente que simbolizam na própria vida a vitória na luta feminina por liberdade e igualdade.
A professora Vilma Reis instigou aos presentes, dizendo que "devemos citar as mulheres negras nos trabalhos acadêmicos e valorizar a difícil chegada da mulher negra na universidade", citando a difícil relação da mulher com o mercado educacional. E ainda citou Lélia Gonzalez, sobre a imposição que as mulheres negras devem sempre ter e nunca abaixarem a cabeça, sempre na luta em busca do que almejam: "as mulheres negras devem ter nome e sobrenome senão o racismo bota nome por nós", disse ela.
Troféu Zeferina: a força das mulheres na comunidade
No encerramento do Seminário, na quinta-feira, aconteceu a entrega do Troféu Zeferina. Evento no qual dez mulheres foram contempladas com a premiação do Troféu. Elas ganharam o prêmio através da seleção que analisou a contribuição e as ações de cada uma das concorrentes dentro de suas comunidades.
O Troféu Zeferina foi criado em 2006 com o intuito de viabilizar o reconhecimento de mulheres negras e indígenas que se destacam na luta pela melhoria de suas comunidades, premiando aquelas que tenham ou tiveram um papel relevante nas áreas de religiosidade, cultura, educação, ciências ou movimentos populares no estado da Bahia. De acordo com o professor Vilson Caetano, idealizador do Troféu, "é importante dar visibilidade às mulheres que marcam e marcaram suas comunidades. E depois, o prêmio serve pra valorizar e promover as populações negras e indígenas, pois trabalhamos a identidade e a auto-estima desses grupos".
Uma curiosidade é que muitas comunidades estão pedindo para que o Troféu Zeferina torne-se nacional, pois até agora, só participam da seleção mulheres negras e indígenas do estado de Salvador. Segundo o professor Vilson, essa vontade pode ser realizada, mas antes "devemos procurar parceiros", diz ele. E completa, "continuaremos com o critério de sempre premiarmos mulheres simples, pobres, mas que tem uma sabedoria reconhecida. Nenhuma delas freqüentou a universidade, mas tem o saber reconhecido dentro de suas comunidades e isso é tão importante quanto o conhecimento das ciências universitárias".
O evento procura sempre desenvolver um debate com a sociedade, mostrando as conquistas e as histórias de mulheres negras e indígenas que por algum motivo, ainda se encontram no anonimato. E essa é uma forma de reconhecimento de todas as mulheres através da líder Zeferina. Uma negra que lutou à frente do Quilombo do Urubu, área hoje denominada Parque de São Bartolomeu que se estende até o atual bairro do Cabula, em Salvador. E que, a exemplo de tantas outras mulheres negras, seu nome tem sido mantido no anonimato.
Conheça as contempladas:
América do Carmo Santana Cabral - Mãe América - do Terreiro Ilê Axé Ogunjá Tiluaiê Orubaia. Em sua vocação, mãe América destaca o carinho e desejo de ajudar os doentes e pobres, foi esta opção que tornou próxima de Irmã Dulce, a quem considera uma das melhores amigas.
Carmelita Luciana Sousa - Nengwa Xagui - do Terreiro Tumbancé. Possui 77 anos de Idade e 70 anos de iniciação, mais de 40 filhos de santo, continua com a mesma fé, alegria e disposição de outrora para servir aos Bakise, e todos aqueles que batem à porta do Terreiro.
Hilsa Rodrigues Pereira dos Santos - Néngüa de Inkisse - do Terreiro Matamba Tombenci Neto. A indicação de Néngüa de Inkisse do Terreiro Matamba Tombenci Neto se deu pela sua atuação nas áreas religiosas, cultura, educação e nos diversos movimentos relacionados à promoção dos direitos humanos e da igualdade racial.
Isabel Ribeiro da Conceição - do Instituto de Pesquisa, Estudo e Ensino da Cultura do Nordeste. Nascida em 4 de abril de 1924 em Antonio Cardoso, dona de casa, mãe, esposa, parteira, benzedeira, rezadeira, ceramista, costureira, lavradora, Mãe de Bule-Bule.
Luiza Franquelina da Rocha - Gaiaku Luiza (in memória) do Terreiro Rumpame Ayono Runtológi. Sacerdotisa do Candomblé de ?nação? Jeje Mahin, consagrada ao Vodum Oyá, nasceu em 25 de agosto de 1909 e faleceu em 20 de junho de 2005, na cidade de Cachoeira, Recôncavo da Bahia.
Egbommi Cidália Soledade - uma das poucas filhas do orixá Iroco da Bahia. Era neta de dona Francelina e já desde cedo a sua avó sabia que sua neta seria filha do orixá Iroco. No ano de 2007, Egbomi Cidália completa setenta anos de iniciação e é considerada um patrimônio cultural afro brasileiro vivo.
Marilene Brito do Sítio - da Associação Comunitária da Vila São José. Atualmente desenvolve projeto de arte-educação com crianças e adultos na Vila São José, promovendo o resgate das tradições populares e a valorização da alto-estima da comunidade como a bata do feijão, a amarra do fumo e as cantigas de plantio.
Marlene Alves dos Santos - Conselho Indigenista Missionário e Frente de Resistência e Luta Pataxó. D. Marlene Pataxó como é conhecida, se destacou como liderança do seu povo em 1999, com a retomada do Monte Pascoal e com o processo desencadeado pelos Pataxó para recuperação do seu Território Tradicional, invadido por fazendeiros, Ibama e empresas de Celulose.
Zilda Maria de Jesus - do Movimento Curador/Grãos de Luz e Griô. Nasceu no dia 28 de dezembro de 1952 no povoado de Remanso, remanescente de Quilombo, as margens do Pantanal do Morimbus, município de Lençóis/Chapada Diamantina. Dona Zilda é curadora, parteira e líder espiritual dentro da comunidade onde mantem viva a tradição do Jarê, desde 1999, quando assumiu o lugar de seu pai logo após sua morte.
Núbia Tupinambá - Atualmente é funcionária da FASE Bahia - Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional, sediada em Itabuna-BA. Conhecida também como Nubiã - nome tupi que designa um instrumento de sopro tocado pelos Tupinambá para reunir o Povo em Assembléia -, é uma índia tupinambá de Olivença, nascida em Ilhéus-BA. Formada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Santa Cruz, também em Ilhéus, ela teve papel fundamental no processo de etnogênese dos Tupinambá de Olivença.
Livro conta a vida das Mulheres Negras na Bahia do século XIX
Também dentro do Seminário, aconteceu o lançamento do livro Mulheres Negras na Bahia do século XIX - de autoria da professora e historiadora Cecília Conceição Soares.Cecília Conceição Moreira Soares é historiadora formada pela Universidade Federal da Bahia e doutoranda em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco. Atualmente, é Professora da Universidade Estadual de Feira de Santana - Bahia (UEFS) e da Universidade Católica de Salvador. Desenvolve pesquisas sobre a mulher negra na Bahia: Gênero, Memória, Religiosidade Afro-brasileira e Identidade. É membro do Núcleo de Estudos sobre a mulher Mulieribus/UEFS e do Núcleo Cultura, Poder e Memória/UCSAL.
Resultado de uma dissertação de mestrado na qual se abordou vários aspectos das mulheres negras na sociedade baiana e tendo em vista a ausência de estudos sistemáticos nessa área, o surgimento da obra é de relevante importância ao estudar as questões sobre o cotidiano das mulheres negras no período escravista do século XIX. E não trata apenas da mulher negra, mas sim de todas as populações negras no Brasil, através da descrição das lutas, conflitos e negociações que mulheres negras, mestiças e pobres engendraram na Bahia do século XIX para conquistar e depois, manter a sua liberdade e inserção numa sociedade racista e machista. A Fundação Cultural Palmares/MinC patrocinou a edição e impressão da publicação.
Quilombolas do Espírito Santo exigem devolução das terras ocupadas pela Aracruz
Por Fernanda Lopes Correia
Brasília - Quilombolas das terras invadidas pelas Aracruz Celulose se reuniram na ultima sexta-feira (30) com a Diretora de Proteção do Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Cultural Palmares/MinC, Maria Bernadete Lopes da Silva e outros representantes do governo federal para fazer um levantamento dos gastos com compras de tratores e motosserras para calcular e propor o valor da indenização que será cobrada a Aracruz.
A comunidade quilombola de Conceição da Barra, situada no norte do estado do Espírito Santo, luta pela devolução das terras invadidas pela transnacional Aracruz Celulose, que há anos vem sendo denunciada por ocupar territórios quilombolas e indígenas. Das terras quilombolas foram tomados cerca de 50 mil hectares e das terras indígenas 11 mil hectares. As terras deverão ser devolvidas aos quilombos por força do Artigo 68 da Constituição Federal e do Decreto 4887/2003 que o regulamenta.
Denúncia
Outra denúncia é a da quebra de contrato por parte da transnacional, que por meio de convênio autorizou aos quilombolas a catarem os resíduos de eucaliptos deixados depois do corte, para fazerem carvão. Porém, segundo os quilombolas, a empresa vem recolhendo esses resíduos, vendendo a terceiros e deixando apenas gravetos - cada vez em quantidades menores. Essa é a principal causa das dificuldades econômicas encontradas pelos quilombolas.
Os quilombolas deixam claro que a indenização é referente à quebra do convênio de cata resíduos, que gerou dívidas para as famílias que vinham investindo nesse trabalho. Pois, as terras invadidas são deles por direito e eles esperam tê-las de volta. O valor final da indenização será definido no próximo dia 9 de abril, em reunião da comissão da FCP/MinC e representantes da Aracruz. A Fundação Cultural Palmares/MinC vem acompanhando o caso, já esteve reunida com a transnacional, e pretende amenizar os conflitos para solucionar da melhor forma possível os conflitos, procurando a melhor forma de ressarcir os quilombolas.
NOTA OFICIAL: FCP se manifesta contra racismo na UNB: A Fundação Cultural Palmares, instituição pública federal vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), vem a público manifestar de forma veemente repúdio ao ato criminoso ocorrido contra estudantes africanos residentes na Casa do Estudante da Universidade de Brasília na madrugada do dia 28 de março de 2007. Nossa solidariedade se estende aos alunos, vítimas de um vandalismo que ultrapassou os limites de uma brincadeira de mau gosto. Essa violência atingiu a toda a sociedade brasileira, que reconhece a enorme contribuição dada pelos africanos na construção do saber e do viver brasileiro. ( Leia mais >> )
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Rádio Palmares: A FCP premiou em agosto de 2004, uma série de Programas de Rádio sobre cultura, difusão da arte e patrimônio afro-brasileiro nos meios de comunicação. Esses programas foram elaborados por produtores independentes de todo o país e contam a história e a trajetória da cultura negra. Os três CDs trazem a seleção dos vencedores da categoria rádio. (Clique aqui e faça o download)
Concurso Monumento Zumbi dos Palmares termina sem vencedor: Salvador, 30/03/07 - Embora houvesse uma grande expectativa pelo anúncio do resultado do concurso Nacional Monumento Zumbi dos Palmares, a obra não sairá dessa vez. O resultado deveria sair nesta sexta-feira, no entanto, após dois dias de intenso debate e avaliação, a comissão julgadora do concurso, que esteve reunida em Salvador, decidiu que não houve nenhum trabalho apto ao objetivo do edital, seja porque não apresentou condições técnicas e artísticas ou porque estavam irregulares. ( Leia mais >> )
Reportagens Especiais: O Portal Palmares abre um novo momento desde a sua criação.
Nossa proposta é contar histórias de vidas, de personagens que nos entusiasmam a lutar pela promoção da igualdade entre negros e brancos.
Gente que, com seu suor e suas lágrimas, trabalhou e ainda trabalha muito pela valorização da nossa história.
A história negra real que muitas vezes não é contada nos livros escolares e, devido à nossa falta de memória, se perde com o vento e com as palavras.
A série PERSONALIDADES NEGRAS irá apresentar, semanalmente, um nome da nossa sociedade afro-brasileira.
Para abrir a série especial que passa a ser publicada em nosso portal, a jornalista Marília Matias de Oliveira, da ACS/FCP/MinC nos contará a história do artista plástico Olumello.
Com traços geométricos, este pioneiro em terras candangas ultrapassou os limites da prancheta e deu vazão à arte.
Fique de olho em nosso Portal para acessar as próximas reportagens, em nosso menu chamado Especiais/Personalidades Negras.
Expediente: Assessoria de Comunicação Social da FCP/MinC Editor: Oscar Henrique Cardoso (FENAJ 5661) Reportagens: Fernanda Lopes Correia, Marcus Bennett, Marília Matias de Oliveira e Oscar Henrique Cardoso Webdesigner: Alessandro Naves Resck
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