Seminário discute 10 anos das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural

 Com o objetivo de analisar os avanços e desafios da preservação, bem como as mudanças no cenário do samba após 10 anos do registro como Patrimônio Cultural do Brasil, o Museu do Samba, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realiza neste sábado, 10 de março, no Rio de Janeiro (RJ), um Seminário com a presença da comunidade, pesquisadores e gestores públicos. Participam do encontro o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan), Hermano Queiroz, a superintendente do instituto no estado, Mônica da Costa, o presidente do conselho deliberativo do Museu do Samba, Tiãozinho da Mocidade, o presidente do conselho do samba, Rubem Confete, além dos pesquisadores Luiz Antônio Simas e Rachel Valença.

As Matrizes do Samba no Rio de Janeiro: partido alto, samba de terreiro e samba enredo foram inscritas no Livro de Registro de Formas de Expressão, em 2007. O pedido de registro foi oficialmente feito ao Iphan pelo Centro Cultural Cartola, atualmente Museu do Samba, no ano de 2006 com a intenção de valorizar e preservar as matrizes do samba carioca.

Segundo a secretária municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Nilcemar Nogueira, que também participa do evento, “o registro do samba do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural do Brasil, há dez anos, foi um grande passo. O samba é afirmação cultural a serviço do desenvolvimento social e do crescimento humano. Nesse sentido, ainda há muito que fazer”, disse.

A motivação para o pedido de registro das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro foi o reconhecimento do Samba de Roda do Recôncavo Baiano como Patrimônio Imaterial da Humanidade, em 2005, que levou o Centro Cultural Cartola a analisar os variados estilos de samba do Rio de Janeiro que se originaram nas reuniões musicais em casa de Tia Ciata, no Estácio, nas escolas de samba, nos blocos, nos morros, nas ruas, nos quintais, nos primórdios do Século XX. Tiãozinho da Mocidade, presidente do conselho deliberativo do Museu do Samba, ressalta que “o registro foi de suma importância para a história e valorização do samba, um bem cultural que já foi marginalizado e perseguido. Hoje, além de Patrimônio do Brasil, conta com uma instituição como o Museu do Samba para preservar e difundir seu legado. Isso enche de orgulho a comunidade dos bambas. Quem diria que o samba fosse herói um dia!”

A pesquisa para o registro seguiu a metodologia do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) do Iphan e buscou explicitar aspectos das dimensões melódicas, harmônicas, rítmicas e coreográficas, bem como caracterizar seus contextos de prática e revelar os principais personagens. Teve como propósito situar o valor patrimonial do samba no Rio, na medida em que revelou a riqueza dos seus estilos que, surgidos na cidade, tornaram-se referências culturais no país todo e importante fator de afirmação da identidade brasileira. Procurou também levantar as ações e políticas necessárias para a valorização e salvaguarda dessa expressiva manifestação da cultura brasileira.

As vagas para participar no evento são limitas. Os interessados devem mandar e-mail para contato@museudosamba.org.br e aguardar o retorno da instituição.

Serviço:
Data: 10 de março de 2018
Horário: 10h30
Local: Museu do Samba
Endereço: Rua Visconde de Niterói 1296 – Mangueira – Rio de Janeiro-RJ

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De |março 9th, 2018|Destaque, Notícia, Secundária|Comments Off on Seminário discute 10 anos das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural