Documentário reconta trajetória fatídica do genial trompetista Lee Morgan

Um dos mais importantes músicos de jazz de todos os tempos, o trompetista americano Lee Morgan já esbanjava talento na adolescência. Com apenas 16 anos, dividia o palco de igual para o igual com o também trompetista Dizzy Gillespie, na big band de um dos pais do bebop. Infelizmente, sua trajetória foi curta. Lee morreu meses antes de completar 34 anos, assassinado pela própria esposa, Helen Moore.

Disponível no Netflix, o documentário I Called Him Morgan (Eu o chamava de Morgan) mostra a vida do incrível trompetista,  destacando depoimentos de Helen. A produção alterna imagens de apresentações de Lee Morgan com entrevistas de contemporâneos, como o saxofonista Wayne Shorter.

O irônico é que quando Helen conheceu Lee, o músico se afundava nas drogas. Ela tirou Morgan do vício em heroína, fazendo com que ele restabelecesse a plenitude de sua carreira. Os dois viveram juntos até que em uma fatídica noite, após uma discussão entre ambos, em um clube onde Morgan se apresentava, em Nova York, Helen atirou no marido, matando-o.

Lee Morgan deixou sua marca de virtuose do trompete em sua carreira solo e em discos de outras lendas do jazz, como o saxofonista John Coltrane, o baterista Art Blakey e o organista Jimmy Smith. Quarenta e seis anos após sua morte, sua influência na música permanece vigorosa.