Circuito #CulturaGeraFuturo leva oportunidades a produtores culturais do Rio Grande do Sul

O Ministério da Cultura (MinC) promoveu, nesta segunda-feira (21), em Porto Alegre (RS), a décima terceira edição do Circuito #CulturaGeraFuturo, que tem por objetivo capacitar gestores e produtores culturais para que estes possam ter mais chances de acesso aos recursos de fomento à cultura do Governo Federal. O seminário percorrerá todas as 27 capitais brasileiras até julho.

Em Porto Alegre, o evento foi aberto pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Realizado no Theatro São Pedro, teve a participação de centenas de artistas, produtores culturais, gestores públicos e incentivadores. Na abertura do encontro, Sá Leitão apresentou dados que destacam a força da cultura como eixo de promoção do desenvolvimento econômico do Brasil. Detalhou, também, as principais realizações do MinC e o aumento dos investimentos previstos para este ano.

“Em 2018, há R$ 1,43 bilhão em recursos disponíveis para incentivo a projetos via Lei Rouanet em todo o Brasil e cerca de R$ 1,5 bilhão para o fomento ao audiovisual, via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Lei do Audiovisual. Nosso objetivo é fazer com que os recursos cheguem a um número cada vez maior de projetos, de diferentes regiões”, ressaltou.

Sá Leitão ressaltou aos produtores culturais e artistas presentes ao Circuito #CulturaGeraFuturo que o evento é fundamental para o público saber mais sobre o que o Ministério da Cultura tem pensado e feito para garantir a execução de políticas culturais que estejam em consonância com a realidade de cada um dos estados.

De acordo com o ministro, por razões políticas, uma visão equivocada sobre a cultura tem sido difundida como forma de atacar o trabalho desenvolvido por agentes culturais. “Essas ações podem ter um impacto ruim sobre a nossa atividade. Precisamos valorizar aquilo que nós fazemos e mostrar como o conjunto da sociedade se aproveita da cadeia produtiva da cultura. Nossa missão é fortalecer as atividades culturais e criativas em todas as regiões brasileiras, elevando sua contribuição para o desenvolvimento do País”, disse.

Multipalco Eva Sopher

Sá Leitão elogiou a estrutura do Multipalco Eva Sopher, onde se localiza o Theatro São Pedro, que sediou a etapa desta segunda-feira do Circuito #CulturaGeraFurturo. As obras do complexo, que ocupa 25 mil m² de espaço totalmente dedicado às atividades artísticas e culturais, foram financiadas com recursos da Lei Rouanet, um dos principais mecanismos de fomento a projetos culturais no Brasil. O projeto teve a autorização para captar R$ 31 milhões. Desse total, conseguiu captar R$ 21,8 milhões, o equivalente a 70,4% do total autorizado pelo MinC. Pelas regras da Rouanet, a responsabilidade pela captação é do proponente (autor do projeto encaminhado ao MinC). Cabe à Pasta, autorizar e fiscalizar a execução dos projetos.

O Multipalco ainda está em fase de construção de algumas salas, mas já conta com espaços para circo, teatro, dança, música e outras manifestações artísticas. No complexo, funcionam a Concha Acústica, com capacidade para 700 espectadores, a Praça Multipalco, que liga a Praça da Matriz, o Arquivo Público e a Assembleia Legislativa, além do próprio Theatro São Pedro, e se configura como um local de lazer e cultura para toda a população da capital gaúcha. “Gostaria de contribuir para que todo esse espaço esteja aberto ao público”, disse.

Com R$ 352,8 milhões aprovados pelo MinC em 2017 e R$ 77,7 milhões aprovados somente nos primeiros quatro meses deste ano, o Rio Grande do  Sul ocupa o quarto lugar no ranking nacional de captação de recursos pela Lei Rouanet e o primeiro lugar na Região Sul.

Sá Leitão também destacou os investimentos feitos pelo Ministério da Cultura no Rio Grande do Sul, entre os quais a construção da Casa de Música, no Centro Administrativo Fernando Ferrari, e a construção do Teatro Aberto, Museu da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) e Escola de Música da Ospa Social. Para essas obras, foram reservados R$ 8 milhões.

Participante do Circuito #CulturaGeraFuturo, Adriana Boff, coordenadora de Artes Visuais do Município de Porto Alegre, contou que utiliza a Lei Rouanet desde que era agente cultural da Fundação Iberê Camargo. Segundo ela, o seminário é muito importante para estreitar a relação entre os produtores e o governo federal, além de fornecer subsídios para ampliar o alcance de seus projetos. “É essencial sabermos o quanto a Rouanet está sendo usada. Por meio dessas informações, produtores e instituições poderão saber qual a melhor forma de viabilizarem suas propostas”, disse.

Na avaliação da produtora cultural Carmen Langaro, que atua na área há dez anos, há uma grande dificuldade de captação no Rio Grande do Sul com empresas estatais, que estão localizadas na região sudeste e central do Brasil. “É preciso continuar trabalhando para que haja a descentralização dos recursos dessas estatais. Isso, sem dúvida, ampliaria nosso acesso às verbas disponibilizadas”, disse.

Carmen disse ainda que a visita do ministro fortalece a relação do meio cultural com o Ministério da Cultura e aumenta o aprendizado de ambos os lados. “Duas coisas que o ministro Sérgio Sá Leitão falou no início, que me sensibilizaram muito, foram a importância da cultura na economia brasileira e o fato de a cultura ser um dos principais ativos para o povo brasileiro. Esses dois argumentos irei utilizar em todas as reuniões de negociação para captação”, disse.

Mais investimentos no RS

O ministro também ressaltou, durante o seminário, os recursos destinados à preservação do Patrimônio no estado. “Serão R$ 141 milhões em obras do PAC Cidades Históricas e Avançar em 2018. O estado tem atualmente 52 obras em andamento e cinco já foram entregues”, ressaltou. Somente na Região de São Miguel das Missões, serão investidos R$ 154 milhões em quatro cidades, sendo R$ 27,6 milhões somente no município de São Miguel das Missões. As obras, que estão em etapa preparatória, incluem a implantação de sistema de proteção contra descargas atmosféricas nas Ruínas de São Miguel, do Complexo Cultural do Sítio de São Miguel Arcanjo: sede do Iphan, do anexo do Museu das Missões, do Centro de Atendimento ao Turista, do Centro de Interpretação das Missões e Centro Cultural e a requalificação urbanística do entorno do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo.

Sá Leitão foi aplaudido quando reiterou o posicionamento imparcial adotado por ele à frente da pasta. “Gestão não é nem de direita nem de esquerda. Nosso esforço, no Ministério da Cultura, tem sido no sentido de ampliar o diálogo. Cultura pertence à sociedade civil. O papel do MinC é fomentar, estimular a produção cultural em todo o País”, afirmou.

Assessoria de Comunicação

Ministério da Cultura