São Paulo registra queda no índice de mortalidade infantil

Foto: Isabela Lyrio/FCP

Daiane Souza

A mortalidade infantil caiu 4,8% no último ano em São Paulo, em relação aos dados de 2009 fornecidos pela Secretaria de Saúde do Estado. O número de óbitos de crianças menores de 1 ano a cada mil nascidas vivas correspondia a 11,9 em 2010, contra 12,5 no ano anterior. Na última década a taxa de mortalidade caiu 30%. Há vinte anos, ela era de 31,2, o que significa uma queda de 61,8% no número de óbitos.

Considerada um dos principais indicadores de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de óbitos estabelecida como meta para os países são valores abaixo de 10 por cada mil nascidos vivos. De acordo com o governo, o Estado registrou 7,1 mil mortes entre 601,4 mil crianças nascidas vivas em 2010. Ainda segundo os dados divulgados na última sexta-feira (26), 301 dos 654 municípios do estado já têm a taxa de mortalidade infantil reduzida conforme os resultados esperados pela OMS.

O Relatório da Situação Mundial da Infância do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que milhões entre as crianças que morrem antes dos cinco anos em todo o mundo, são vítimas de problemas relacionados à pobreza. No Brasil os dados apontam que a mortalidade infantil entre filhos de mães negras é 40% maior do que a dos filhos de mães brancas.

Estado modelo – Para Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), os registros realizados em São Paulo são satisfatórios e mostram que o país tem se movido para melhor atender as populações em vulnerabilidade. “Os números do estado dizem mais do que aparentam. A maior parte das vítimas de mortalidade infantil no país é negra. Se o Estado cuida do direito a vida, oferece também dignidade a essa parcela da população”, afirma. “O mesmo esforço deve ser feito pelos outros estados a fim de que o país alcance os resultados esperados também pela Organização das Nações Unidas em suas Metas para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, reforça.

De acordo com informações da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o aumento da expectativa de vida ao nascer no estado está relacionada a uma série de medidas: ao aprimoramento da assistência à gestante e ao parto, à ampliação do acesso ao pré-natal, à expansão do saneamento básico e à imunização em massa das crianças, por meio de vacinas garantidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em São Paulo, a redução das mortes na infância ocorreu de forma gradativa durante a década. Os municípios com as menores taxas de mortalidade foram Barretos, São José do Rio Preto, São Carlos, São Caetano do Sul e Paulínea, com taxas próximas de 7,5. As maiores foram registradas em Avaré (21,8), São Roque (20,8), Ibiúna (19,4), Guarujá (19,2), São Vicente (19,1) e Itapeva (19).

Para que se alcancem melhores resultados, tanto na terra da garoa quanto nos demais estados do país o governo deve intensificar a oferta de serviços nas áreas com maiores demandas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) as causas mais comuns da mortalidade infantil são as doenças perinatais, a má formação congênita e doenças infecciosas e parasitárias, além de enfermidades do aparelho respiratório.

De |agosto 31st, 2011|Notícia, Secundária|Comentários desativados em São Paulo registra queda no índice de mortalidade infantil