ONU lança relatório sobre jovens afrodescendentes na América Latina

 Denise Porfírio

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou na manhã dessa sexta-feira (18), em Salvador, o relatório “Juventude afrodescendente na América Latina: realidades diversas e direitos (des)cumpridos”. A intenção é promover o debate sobre as consequências da discriminação e das desigualdades enfrentadas pela juventude afrodescendente.

A apresentação do documento compilado pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) foi realizada em paralelo ao Afro XXI – o Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes e contou com a presença do representante da ONU, Jorge Chediek, e de autoridades brasileiras.

Segundo o relatório, os jovens afrodescendentes da América Latina e do Caribe estão entre os grupos populacionais que enfrentam as maiores desvantagens: exclusão sócio-econômica e discriminação. Essa faixa da população também  tem os piores índices de saúde, educação e emprego.

O documento também afirma que o Brasil é o país com mais de 22,5 milhões de jovens de ascendência africana em um total de 47,3%. Seguido de Colômbia, Equador e Panamá, que juntos registram cerca de 1,4 milhão de jovens afrodescendentes.

Fruto de um esforço conjunto do Fundo de População das Nações Unidas e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal/Celade), é o primeiro a apresentar um panorama regional das dinâmicas populacionais dos jovens afrodescendentes, tanto em termos demográficos quanto de distribuição territorial, além de proporcionar informações sobre sua situação em matéria de acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, educação e emprego – áreas chave para sua inserção social e sua participação plena nos processos de desenvolvimento de seus países. O estudo propõe o investimento e o fortalecimento das políticas afirmativas para a juventude afrodescendente em um marco de direitos, como caminho para superar as a discriminação e a exclusão.

Outro estudo, intitulado Mapa da População Preta & Parda no Brasil, divulgado na segunda-feira (14), aponta que, no Brasil, quando se considera a quantidade de negros, Salvador lidera o ranking com 743,7 mil pessoas, seguida de São Paulo (736 mil) e do Rio (724 mil). De acordo com a pesquisa, elaborada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em todo o país, 56,8% dos domicílios possuem maioria de pretos e pardos.

O relatório está disponível no site do Unfpa Brasil, em espanhol.

http://www.unfpa.org.br/Arquivos/informe_afro.pdf

Fonte: ONU

De |novembro 18th, 2011|Secundária|Comentários desativados em ONU lança relatório sobre jovens afrodescendentes na América Latina