CDH debate criação de vagas para negros no programa Ciência Sem Fronteiras

Por Drielly Jardim

Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (28), a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) discute a participação de negros no Programa Ciência Sem Fronteira, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT), que tem como objetivo distribuir bolsas de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado no exterior.

Para Frei David Santos, diretor da ONG Educafro, os brasileiros não podem mais aceitar programas novos com vícios velhos. “A presidente Dilma Rousseff acertou em cheio quando criou o programa, mas sua equipe técnica errou ao não considerar a violenta exclusão que o povo negro sofreu. Esta é uma compreensão equivocada de meritocracia que provoca a exclusão”, afirmou.

O secretário executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mário Theodoro, defende ainda a adoção de um plano de cotas específico para o Programa Ciências Sem Fronteiras. Theodoro argumentou que as cotas não prejudicam o caráter meritocrático da seleção de bolsistas, desde que se exijam requisitos mínimos dos candidatos beneficiados. “É como nas cotas em vestibulares, quando se beneficiam apenas aqueles que tiveram desempenho acima da nota de corte”, exemplificou o secretário executivo.

Programa Ciência Sem Fronteira

Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

O projeto prevê a utilização de até 75 mil bolsas em quatro anos, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

Com informações do Jornal do Senado.

De |março 28th, 2012|Notícia, Secundária|Comentários desativados em CDH debate criação de vagas para negros no programa Ciência Sem Fronteiras