Novo bibliotecário da Palmares tem a missão de atualizar acervo defasado

Henrique Bezerra de Araújo é formado pela Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Universidade Federal de Goiás (UFG), além de especialista em Filosofia da Arte pelo Instituto de Teologia e Filosofia do Estado de Goiás

Novo bibliotecário Henrique (de camisa amarela)
com a equipe que integra o CNIRC

O Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC) recebeu um grande reforço na última sexta-feira (1). Trata-se do bibliotecário Henrique Bezerra de Araújo, formado pela Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Henrique chefiará o time responsável pelo acervo bibliográfico e iconográfico da Palmares.

“Me sinto muito motivado em assumir esse cargo. Sobretudo por poder participar desse momento histórico da Fundação Palmares que envolve a adequação do seu acervo com a sua missão institucional, primando pela concepção de um espaço moderno e arrojado, com obras atualizadas e um ambiente agradável”, resumiu o bibliotecário.

A equipe do CNIRC, sob coordenação geral de Marco Frenette, é composta pelos coordenadores Guilherme Bruno e Gustavo Silva, e pelos estagiários Michael Ironham, Isis Lung Vargas, Poliana Kaori e Ana Beatriz de Sousa. É a esta equipe que o bibliotecário Henrique vem somar.

O CNIRC traça critérios para a formação e o desenvolvimento do acervo bibliográfico e iconográfico, respaldando métodos de trabalho apropriados que fundamentem as decisões do profissional bibliotecário junto com a Comissão Permanente de Formação, Desenvolvimento e Gestão do acervo, garantindo o crescimento equilibrado, racional e contínuo do acervo, tendo em vista os objetivos institucionais da Fundação Cultural Palmares.

É dentro dessas diretrizes que Henrique desenvolverá o trabalho de renovação do acervo da Palmares, uma vez que o Relatório Público – 01, publicado pelo CNIRC (leia aqui), evidenciou que o antigo acervo bibliográfico da Instituição não cumpre sua missão institucional, refletindo uma mentalidade revolucionária e alheia à realidade do negro, além de estacionado anos 1970 e 1980, sem a presença de obras fundamentais à temática negra lançadas nos últimos 40 anos.

Fundação Cultural Palmares.

De |outubro 5th, 2021|Destaque, Notícia|0 Comentários