Cartola nos cinemas de Brasília




Brasília 05/04/07 – Os fãs de um dos maiores compositores do samba brasileiro poderão saborear a vida dele na telona. Cartola, dos pernambucanos Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, chega aos cinemas nesta quinta-feira (5) em Brasília. O filme é um documentário que conta a história de Agenor de Oliveira, e traz também partes da história da Estação Primeira de Mangueira, escola de samba do Rio de Janeiro.

O documentário sobre a vida de Cartola foi idealizado em 1998, por Lírio Ferreira e Paulo Caldas. Posteriormente Caldas deixou o projeto, entrando em seu lugar Hilton Lacerda
. O filme tem a duração de 85 minutos e já foi exibido na mostra Première Brasil, no Festival do Rio 2006. O compositor de As Rosas não Falam é um autêntico ícone da cultura afro-brasileira que enriquece a nossa música popular.


 


 


Saiba mais: Quem foi Cartola



Negro, nascido no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, aos 11 anos foi morar no Buraco Quente, um bairro no Morro da Mangueira. Ganhou o apelido Cartola quando trabalhava em obras, usando um chapéu-coco para não sujar os cabelos de cimento. Aprendeu a tocar cavaquinho desde cedo com o pai. Ainda jovem, costumava ir a missas na Igreja da Glória para ouvir quartetos de coral de Bach e Händel, o que talvez seja um indício de seu refinamento musical, uma vez que não tinha qualquer estudo formal de música.

Em 1928, criou, com Carlos Chagas, o Bloco dos Arengueiros, que se transformou na Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira, para quem compôs seu primeiro samba-enredo, Chega de Demanda, e escolheu suas cores verde e rosa. Na década de 1930, vendeu os direitos de gravação de vários sambas, como Divina Dama e Qual Foi o Mal que Eu te Fiz?, lançados por vários intérpretes. Desapareceu nos anos de 1940, só retornando ao meio artístico em 1959, quando foi encontrado, pelo jornalista Sérgio Porto, na rua trabalhando como lavador e guardador de carros no bairro de Ipanema. Mais tarde, investindo na batalha para levar o samba do morro às ruas da cidade, abriu, junto com Eugênio Agostine e sua mulher Dona Zica, o bar Zicartola, que se tornou no mais badalado ponto de encontro de sambistas cariocas.


Cartola convidava gente como Elizeth Cardoso, Cyro Medeiros e o trio Pixinguinha, Donga & João da Baiana para cantar no bar a música de “pouco valor” (dialeto sambeiro de então). Sua aceitação no mercado fonográfico só ocorreu nos anos de 1960 e 1970, quando conheceu um pouco de popularidade e gravou músicas como O Sol Nascerá, Autonomia, O Mundo É um Moinho, Tive Sim, Divina Dama, Quem me Vê Sorrir. Gravou seu primeiro LP somente em 1974, aos 66 anos, e, mesmo vivendo em grandes dificuldades financeiras, compôs e cantou até morrer, aos 72 anos.

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De |abril 5th, 2007|Notícia|Comentários desativados em Cartola nos cinemas de Brasília